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Parecia brava... mas um sorriso ainda insistia em puxar-lhe os cantos da boca...
O coração palpitava, mas nem ela sabia porque...
Talvez alguém estivesse pensando nela...
Justificável até, porque tal fato provoca em algumas pessoas, (em mim inclusive), a sensação de estar sendo observada...quem sabe até, admirada.
Você não sabe porque, nem encontra motivos, mas o palpitar do coração não nega...
...
Mergulhada no som profundo de seu silêncio, por mais que ele exigisse respostas, ela só podia oferecer um olhar... um olhar vago e distante... onde aquela harmônica de Bach ressoava dentro de seus pensamentos...
As palavras dele davam eco, mas um eco bem distante, quase imperceptível...
Ela acordou... despertou daquela sensação de sonho e fantasia...
Pegou-se sentada em frente a ele, vendo aquelas mãos passando em frente a seu rosto e ouvindo ele dizer:
- “Ei, você está aí? Acordaaa!”
- “Oi... o que?”
- “O que???? Estou falando com você há horas e você não responde, nem ao menos dá um sinal de que está ouvindo o que eu falo...”
- “Desculpa, eu estou com sono... eu vou entrar, amanhã agente conversa...”
- “Não, agente não conversa amanhã coisa nenhuma... dá pra falar comigooo?”
(...)
Ela ainda sentia-se anestesiada, como se algo estivesse arrancando-a dali por alguns instantes e a trouxesse de volta milésimos de segundos depois...
Caiu na real, e o amargo dos problemas que tinha, tomou conta novamente de seus sentidos...
Sentiu um aperto no peito, como se aquela fadinha ou duende que estava ali até a pouco enfeitiçando-a, a tivesse abandonado...
Percebeu que já era mais de meia noite... O dia seguinte seria cheio e cansativo.
Resolveu se despedir e entrar, mas ele insistia pela sua atenção.
Ela inventou qualquer desculpa, daquelas que no dia seguinte você nem lembra que falou, e fechou o portão.
Ele ficou lá... esperando ela voltar.
Ela entrou...
Nem percebeu, mas quando se deu conta já estava de banho tomado, deitada sobre os lençóis.
Aquele misto de fantasia e realidade ainda a atordoava e ela desistiu de tentar descobrir de onde vinha aquela sensação...
Puxou as cobertas, apagou a luz e adormeceu...
O dia seguinte foi cheio e complicado.
Alguns problemas de praxe para resolver; alguns telefonemas rotineiros a realizar; mas uma ligeira sensação de fantasia, bem pequena, ameaçava tomá-la novamente; porém, ela mergulhou no trabalho e nem viu seu dia passar...
criado por LaryPink
10:52:37