Devaneios Literários

"Relato meu lirismo doido, sem carimbo de academia, nem sentido didático. Tanto faz se me lerem de trás pra frente. E tanto faz se ninguém ler e se ler dará no mesmo. Quantos já não leram tanta coisa. E daí? Isto é apenas um pouco de mim"

Devaneios Literários

"Relato meu lirismo doido, sem carimbo de academia, nem sentido didático. Tanto faz se me lerem de trás pra frente. E tanto faz se ninguém ler e se ler dará no mesmo. Quantos já não leram tanta coisa. E daí? Isto é apenas um pouco de mim"
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Terra Blog

25.01.07

Devaneios Literários; Parte I

Parecia brava... mas um sorriso ainda insistia em puxar-lhe os cantos da boca...

O coração palpitava, mas nem ela sabia porque...

Talvez alguém estivesse pensando nela...

Justificável até, porque tal fato provoca em algumas pessoas, (em mim inclusive), a sensação de estar sendo observada...quem sabe até, admirada.

Você não sabe porque, nem encontra motivos, mas o palpitar do coração não nega...

...

Mergulhada no som profundo de seu silêncio, por mais que ele exigisse respostas, ela só podia oferecer um olhar... um olhar vago e distante... onde aquela harmônica de Bach ressoava dentro de seus pensamentos...

As palavras dele davam eco, mas um eco bem distante, quase imperceptível...

 

Ela acordou... despertou daquela sensação de sonho e fantasia...

Pegou-se sentada em frente a ele, vendo aquelas mãos passando em frente a seu rosto e ouvindo ele dizer:

- “Ei, você está aí? Acordaaa!”

- “Oi... o que?”

- “O que???? Estou falando com você há horas e você não responde, nem ao menos dá um sinal de que está ouvindo o que eu falo...”

- “Desculpa, eu estou com sono... eu vou entrar, amanhã agente conversa...”

- “Não, agente não conversa amanhã coisa nenhuma... dá pra falar comigooo?”

(...)

Ela ainda sentia-se anestesiada, como se algo estivesse arrancando-a dali por alguns instantes e a trouxesse de volta milésimos de segundos depois...

Caiu na real, e o amargo dos problemas que tinha, tomou conta novamente de seus sentidos...

Sentiu um aperto no peito, como se aquela fadinha ou duende que estava ali até a pouco enfeitiçando-a, a tivesse abandonado...

Percebeu que já era mais de meia noite... O dia seguinte seria cheio e cansativo.

Resolveu se despedir e entrar, mas ele insistia pela sua atenção.

Ela inventou qualquer desculpa, daquelas que no dia seguinte você nem lembra que falou, e fechou o portão.

Ele ficou lá... esperando ela voltar.

Ela entrou...

Nem percebeu, mas quando se deu conta já estava de banho tomado, deitada sobre os lençóis.

Aquele misto de fantasia e realidade ainda a atordoava e ela desistiu de tentar descobrir de onde vinha aquela sensação...

Puxou as cobertas, apagou a luz e adormeceu...

 

O dia seguinte foi cheio e complicado.

Alguns problemas de praxe para resolver; alguns telefonemas rotineiros a realizar; mas uma ligeira sensação de fantasia, bem pequena, ameaçava tomá-la novamente; porém, ela mergulhou no trabalho e nem viu seu dia passar...

  • criado por  LaryPink criado por LaryPink
  • Postado em 10:52:37
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